Fronteiras Perdidas

sigo

Posted by: Prometeu on: Julho 27, 2009

se me deres a mão,

sigo a tua sombra.

sigo os teus passos.

sigo-te para onde fores.

mas a brisa não me deu a mão.

fiquei solto ao vento.

tropeçando,

sigo,

num caminho que não é meu.

contagem

Posted by: Prometeu on: Julho 27, 2009

conto os dias,

não sei para quê.

sigo vazio.

ainda respiro.

porque há quem precise desse respirar!?

penso.

ai solidão que me condenas,

porque teimas em ser minha companhia?

ausência

Posted by: Prometeu on: Julho 27, 2009

não me reconheço neste canto;

não sei quem sou aqui.

monótona forma de agir,

dor infinita.

procuro por espaço,

por um espaço por definir.

sigo ausente de quem sou,

ausente de mim,

neste turbilhão sem fim

fugir

Posted by: Prometeu on: Julho 26, 2009

queria voar no tempo,

sair deste mundo e viver.

estou preso numa solidão sem fim,

num medo interminável,

num eco vazio;

num chão sem lugar;

num momento sem sentido.

insónia

Posted by: Prometeu on: Novembro 6, 2008

é madrugada…
silêncio…
apenas te peço um abraço.

um calor que me preencha o vazio,
um olhar que me encha a alma.

sigo sozinho.
ausente de ti.

é madrugada…
silêncio…
é sonho…
é espera…

 

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